Beatos Pe. Manuel Gómez Gonzales e coroinha Adílio Daronch


Venho por meio deste blog pedir a a ajuda de todos para a divulgação nacional dos Beatos Pe. Manuel e Coroinha Adílio que foram beatificados no ano de 2007


Conto agora um pouvco da história...


Santos do Brasil » Nonnoai


- Mártires Pe. Manuel e Adílio
Beatos Mártires Pe. Manuel Gomez Gonzalez e coroinha Adílio Daronch de Nonoai, RS
Biografias, história do martírio e informações
Há oitenta anos, no sertão do Alto Uruguai, região norte do Estado do Rio Grande do Sul, dava-se um crime bárbaro: Pe. Manuel Gómez González e seu coroinha Adílio Daronch eram assassinados com requerentes de crueldade. Este tempo não foi suficiente para apagar da memória popular o exemplo de coragem, profetismo e espírito missionário dos Mártires do Alto Uruguai.
Pe. Manuel Gomez Gonzalez, filho de José e Josefa, nasceu em 29 de maio de 1877, em São José de Ribarteme, Diocese de Tuy, na Espanha. Recebeu o batismo no dia seguinte. Seu sonho de menino de ser padre realizou-o em 24 de maio de 1902.Em 1904, depois de exercer seu ministério sacerdotal em sua terra natal, passou para a Arquidiocese de Braga, Portugal, onde foi pároco das Paróquias Nossa Senhora do Extremo (1905-1911), e de Santo André e São Miguel de Taias e Barrocas (1911-1913).Em 1913, devido à perseguição religiosa à Igreja Católica Portuguesa, obteve licença para vir ao Brasil. Chegando ao Brasil, apresenta-se ao Bispo de Rio de Janeiro e é encaminhado ao Bispo de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, que o nomeia pároco de Soledade - RS em 23 de janeiro de 1914.Há 29 de dezembro de 1915 é nomeado pároco da Paróquia de Nonoai, região norte do estado. Em Nonoai desempenhou sua missão evangelizando seu povo com esmero e dedicação até 1924.
No exercício de seu ministério em Nonoai se cruzam os caminhos de Pe. Manuel e de Adílio Daronch, outro jovem mártir. Adílio nasceu no dia 25 de outubro de 1908, em Dona Francisca, Município de Cachoeira do Sul – RS. Seus pais, Pedro Daronch e Judite Segabinazzi, tinham 08 filhos: Ermínia, Abílio, Adílio, Zulmira, Anita, Carmelinda, João e Vilma. Em 1911, a família transferiu-se para Passo Fundo e, em 1913, para Nonoai. Fazia parte do grupo de adolescentes que acompanhavam o Pe. Manuel em visita às comunidades do interior, inclusive a dos índios Kaingang. Além de servir o Altar, Adílio e outros colegas, eram alunos da escola pelo padre fundada e dos quais era também professor.
Pe. Manuel sabia do perigo que enfrentava. Não foi nada fácil como ele próprio expressa numa de suas cartas, datada há 11 de janeiro de 1916, a Dom Miguel Lima Verde, bispo de Santa Maria: "Com bastante dificuldade terei que lutar, mas tudo desaparecerá com a ajuda de Deus"(Carta ao Bispo de Santa Maria, D. Miguel de Lima Valverde, datada de 11 de janeiro de 1916). Pe. Manuel refere-se ao contexto histórico da Revolução de 1923.
Enio Felipin e Teresinha Derosso, em recente publicação, descrevem esse cenário com detalhes: "O Rio Grande do Sul viu seu chão, manchado pelo sangue de homens, tombados pela cruel Revolução de 1893, que teve como marca a degola, dilacerando vidas e trazendo desgraça e tristeza para muitas famílias. Essa Revolução deixou sentimentos de vingança e violência em muitos corações, que teve quase continuidade na Revolução de 1923, ocorrendo nesta, muito banditismo misturado às causas do combate. Homens violentos e vingativos, sem seleção alguma, integravam os corpos provisórios da infantaria, espalhando a morte e o terror por onde passavam... A região norte do Estado, o Alto Uruguai, foi a primeira a sofrer pela revolução, por anos de sangue, saques e baixas vinganças. As cidades de Passo Fundo e Palmeira das Missões foram atacadas pelos caudilhos Mena Barreto e Leonel da Rocha. O general Fermino de Paula defendeu Passo Fundo e o general Valzumiro Dutra defendeu Palmeira. Eram maragatos e chimangos promovendo cenas de sangue, fazendo o povo sofrer muito. Até o padre Manuel Roda, pároco de Palmeira, sofreu perseguições pelos revolucionários, retirando-se para a Argentina" (DEROSSO, Teresinha e FELIPIN, Enio. Mártires da Fé: Pe. Manuel Gómez Gonzalez e Coroinha Adílio Daronch.Gráfica e Editora Pluma, 2003, pp. 22-23)
Em 1924, devido à vacância da Paróquia de Palmeira das Missões, o Bispo de Santa Maria, determinou ao Pe. Manuel para atender os cristãos do sertão do Alto Uruguai. Lá foi ele com a missão de batizar, celebrar casamentos e primeiras comunhões, e catequizar o povo daquela vasta região, mas sabendo do perigo que devia enfrentar. Noutra carta expressa sua angústia: "Devido ao meu estado de saúde, a anormalidade deste município e não havendo garantias de vida, por estar toda esta zona desde Nonohay até Palmeira em poder dos revolucionários... e temendo ser agredido na estrada... ou ficar de a pé, suplico a Vossa Excelência Reverendíssima, humildemente me dispense deste cargo ao menos enquanto durar este estado anormal..."(Carta ao Bispo de Santa Maria, datada há 08 de agosto de 1923). Encorajado pela fé pôs-se à missão.
Foi a caminho dessa missão e numa perseguição pelas comunidades de colonos, próximo de Três Passos, distante 250km de Nonoai, sua paróquia, que Pe. Manuel e seu coroinha Adílio caíram numa emboscada armada por soldados provisórios. Foram amarrados, maltratados... Tudo terminou com dois tiros no sacerdote e três tiros no menino de 15 anos. Era dia 21 de maio de 1924. Foram sepultados no mesmo cemitério que iriam abençoar.
Manuel, homem de fé, com bondade e paciência, soube exercer seu trabalho pastoral. Reativou o apostolado, realizou um fecundo trabalho com as crianças, abrindo uma escola gratuita. De espírito humanitário trabalhou pelo bem da cidade e do seu povo: constrói uma olaria, hotel e, com a ajuda da comunidade, construiu casas para os sem-teto de Nonoai. De preocupação inovadora, introduziu o cultivo de novos produtos junto aos agricultores de sua região. Incansável propagador da paz fez ecoar sua voz por todos os cantos: "Peço a Deus que isto que se está dando em nosso Estado cesse quanto antes e venha uma paz para ambos os partidos".(Carta ao Bispo de Santa Maria, D. Atico Eusébio da Rocha, datada de 18 de julho de 1923).
Adílio, testemunho leigo, deixou-se seduzir pelo Senhor e colocou-se a serviço de seu Altar redentor. Vítima inocente de uma época de violências mostrou sua coragem e sua fé. Um exemplo de zeloso cuidado com as coisas de Deus. Nele nossos adolescentes e jovens devem buscar a inspiração para seus ideais.
E, por fim, poderíamos dizer que "destruíram os corpos, mas continua a seiva viva do testemunho a correr nas pessoas que conheceram e que crêem no projeto dos dois ‘mártires’".São testemunhos assim que atraem milhares de romeiros e romeiras devotos todos os anos ao Santuário Nossa Senhora da Luz e dos Servos de Deus Pe. Manuel e Coroinha Adílio, em especial, por ocasião da Romaria no terceiro domingo de maio.
Fama de santidade
Desde a divulgação dos crimes foram chamados de mártires pelo povo. Todo dia de finados era rezada missa pelos mártires, com presença cada vez maior de peregrinos.Em março de 1964, por determinação do Bispo Diocesano de Frederico Westphalen, Dom João Hoffmann (in memoriam), os restos mortais do Padre Manuel Gómez González e do Coroinha Adílio Daronch foram exumados e colocados em duas caixas de madeira.No dia 03 de março de 1964, tendo a frente Dom João Hoffmann, iniciou-se longa e solene peregrinação com os restos mortais dos dois mártires por Paróquias e Capelas inscritas num roteiro.No final de maio daquele ano as preciosas relíquias entravam solenemente na cidade de Nonoai. A recepção dos despojos do antigo Vigário e do seu fiel Coroinha ocorreu por autoridades Eclesiais, Civis e uma multidão de fiéis. Ao meio dia, foram colocados no Mausoléu ao lado da Igreja Matriz Nossa Senhora da Luz. Desde então vem sendo celebrada anualmente a Romaria Penitencial ao Santuário Nossa Senhora da Luz, em Nonoai - RS. Neste ano acontece a 40ª edição.
Oração para a beatificação e canonização
"Ó Deus de bondade, que vos comprazeis em acudir as necessidades de vosso povo em atenção aos méritos dos justos, concedei-nos, por intermédio de vossos servos, Pe. Manuel e Adílio, a graça que vos pedimos, pois eles foram fiéis na terra, testemunhando com o próprio sangue sua fé no Redentor.Fazei que, para vossa maior glória e proveito dos fiéis, sejam glorificados na terra com as honras da Beatificação e Canonização. Por Cristo Senhor Nosso. Amém."
Resultado da enquete realizada neste site sobre os Mártires:Você conhecia algo sobre os mártires de Nonoai?Conhecia muito bem: 10,56%Conhecia um pouco: 6,83%Somente tinha ouvido falar: 4,97%Nunca tinha ouvido falar: 77,64%
Informações
Dia da memória litúrgica: 21 de maioRestos Mortais dos mártires: na Capela dos Mártires, anexo ao Santuário N. S. da Luz, em Nonoai, RS.Para comunicar graças alcançadas sobre os mártires e maiores informações:
Paróquia e Santuário Nossa Senhora da LuzAv. Rocha Loires, 340 – Caixa Postal, 2299.600-000 – NONOAI – RSFone: (54)362-1284/362-2516
(Pe. Altair Antônio Claro - Pároco do Santuário Nossa Senhora da Luz, Nonoai – RS)E-mail: nossaluz@slavenet.com.br
Links:
www.diocesefw.com.br (Diocese de Frederico Westphalen)
www.martiresdenonoai.com.br (Mártires de Nonoai)
www.beatosdors.com.br (Beatos Mártires do RS)
Causa de Canonização"Nada Obsta" recebido em 29/03/1996, permitindo a abertura da causa, o que ocorreu em 14/06/1996, na diocese de Frederico Westphalen. Encerrada essa fase diocesana em 12/05/1997, e enviada a Roma, pelo Postulador Frei Paolo Lombardo. Vice-postulador no Brasil: Pe. Arno Maldaner. Coleta de novos documentos em 1998, enquanto se preparava a POSITIO. Inicio do julgamento de mérito da causa e voto da Comissão Histórica aos 14/02/2001. Decreto Sobre o Martírio em 16/dezembro/2006, e beatificação em 21/outubro/2007, em Frederico Westphalen, RS, em cerimônia presidida pelo Delegado Papal, o Cardeal Saraiva Martins, Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos.

portanto peço que me ajudem na divulgação dos beatos se minha diocese

participem também da comunidade:

QUEREMOS A INCLUSÃO DOS BEATOS

http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=85240177

DESDE JÁ MUITO OBRIGADO

Frederico Westphalen, 17 de maio de 2009

Lucas Faligurski

3 comentário:

Anônimo disse...

sou Rodrigo, coordenador do grupo de Acólitos de minha paróquia, gostaria de receber uma relíquia do B. Adílio, como fazer? favor enviar resposta para Vilmahipolito@hotmail.com.br

Anônimo disse...

Existe um livro sobre esses fatos, escrito por um sacerdote historiador, digno de todo o crédito, pois, baseado em documentos do próprio inquérito policial, provavelmente arquivados no Instituto Histórico e Geográfico, em Porto Alegre.
O nome correto do "cacique" político de Palmeira, que teria mandado matar o padre, é Vazulmiro Dutra, não Valzumiro.
Realmente, a curta revolução de 1923, foi como uma retomada das ideias da Revolução Federalista (1893-1895), esta um fato tremendamente vergonhoso para o RS e para a humanidade, dado o método de eliminar o inimigo vencido: a degola. Cerca de 10 mil pessoas morreram então.
Infelizmente, o Padre Roque e o coroinha Daronch foram vítimas de pessoas inescrupulosas e sanguinárias, que, todas, tiveram fim trágico, como narra o autor da história do martírio do religioso e do seu auxiliar. Se não me falha a memória, é autor do livro o Pe. Arlindo Rubert.

Anônimo disse...

Uma crítica constritiva. Seria conveniente corrigir os dois grosseiros erros de português no texto acima: Não SERÁ permitidos comentários agressivos. Se acontecer (os comentários agressivos) SERÁ excluído.
Desculpem, mas, os mártires Roque e Adílio bem merecem uma redação correta.

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